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Treinamento com especialistas

por Redação

Se inscreva GRATUITAMENTE, conheça profundadamente o Ibirapuera e multiplique conhecimento. Quem ama, conhece. Quem conhece, cuida.

O Parque Ibirapuera Conservação fará 12 encontros de formação sobre o Parque Ibirapuera. O treinamento é dividido em 3 grandes temas e busca estimular a preservação e a disseminação do patrimônio material e imaterial no parque.

1. HISTÓRIA E FUTURO DO PARQUE
Promover a visitação externa, contextualização do acervo arquitetônico tombado do parque, assim como projeções de cenários futuros para a continua valorização do Ibirapuera.

  • Dia 08 agosto (quinta) – Manhã – 9h30 às 12h30 – Convidado James Scavone e Carlos Fernando Delphim já aconteceu
  • Dia 09 agosto (sexta) – Manhã – 9h30 às 12h30 – Convidada Fernanda Curi, PhD já aconteceu
  • Dia 17 agosto (sábado) – Manhã – 8h às 9h30 – Convidado Thobias Furtado já aconteceu

2. AMBIENTAL E HISTÓRICO PAISAGÍSTICA
Ativos ambientais de espécimes de flora nativos e exóticos, fauna, aspectos bio-geográficos, hidrográficos, ecológicos.

  • Dia 31 agosto (sábado) – Tarde – 14h30 às 17h30 – Convidados Giuliano Cossolin e Luiz de Campos Jr já aconteceu
  • Dia 21 setembro (sábado) – Manhã – 9h30 às 12h30 – Fauna e Aves- Convidado Pedro Cristales em breve
  • Dia 21 setembro (sábado) – Tarde – 14h30 às 17h30 – Flora e Árvores – Convidada Juliana Gatti em breve

3. CURIOSIDADES e PATRIMÔNIO
Arquitetura, esculturas, equipamentos e curiosidades.

  • Dia 31 agosto (sábado) – Manhã – 9h30 às 12h30 – Convidados José Antonio Hoyuela, PhD e Carlos Delphim já aconteceu
  • Dia 14 setembro (sábado) – Manhã – 9h30 às 12h30 – Descobrindo Ibirapuera – Convidado Aldo Cruz já aconteceu
  • Dia 14 setembro (sábado) – Tarde – 14h30 às 17h30 – Interpretação de Trilhas – Convidado Anthony Bevilacqua já aconteceu
  • Dia 28 de setembro (sábado) – Manhã (ponto de encontro – Marquise em frente Auditório Ibirapuera) – 10h às 12h – Acessibilidade – Convidadas Silvana Serafino Cambiaghi e Viviane Panelli Sarraf, PhD *atividade com interprete de libras da Ponte Libras e Arte* em breve

LOCAL DE REALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES – PONTO DE ENCONTRO – BOSQUE DA LEITURA, PARQUE DO IBIRAPUERA PORTÃO 7


Com uma equipe altamente qualificada e carga horária total de 28,5 horas, nossa formação convida o participante a experienciar variadas formas de se apropriar do ambiente e cultura presente no parque e a serem multiplicadores de conhecimento. Ao final da formação os participantes receberão mapas do Parque Ibirapuera que os apoiarão na disseminação e multiplicação do conteúdo das formações. 

Conheça os especialistas e facilitadores:


Aldo Nascimento Cruz

Conselheiro e voluntário do Parque Ibirapuera Conservação há 5 anos, Aldo possui formação em jardinagem pela Escola de Jardinagem do Parque Ibirapuera e é criador do projeto e orientador das caminhadas monitoradas do PIC. Paulistano, graduado em Administração de Empresas pela FEA-USP, mais de 35 anos de experiência como profissional de Recursos Humanos, com ênfase em projetos e programas de Remuneração, Carreira e Desenvolvimento de Pessoas, tendo atuado como Executivo em empresas nacionais e multinacionais e como Consultor Líder em empresa internacional de consultoria.

Anthony Bevilacqua

Voluntário no PIC, Anthony foi guarda do NPS, agência dos Parque Nacionais dos EUA. Por 9 anos, criou e desenvolveu vários programas interpretativos para os parques.  Trabalhou em dois parques nacionais no sul da Califórnia e ajudou a abrir um novo escritório comunitário no centro de Los Angeles, conectando o público com a natureza e o ar livre. Como intérprete profissional, ajudou a desenvolver mapas interpretativos, planos e materiais interpretativos em todo o parque. Também conduziu treinamentos para a equipe do parque, focando nos métodos e habilidades na arte da interpretação.

Carlos Fernando Delphim

Carlos Fernando é o autor do primeiro manual de intervenções em jardins históricos no Brasil. Foi membro-suplente da Comissão O Homem e a Biosfera da UNESCO e Conselheiro-Titular decano no Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA como Representante do Ministério da Cultura. Engenheiro-arquiteto pela UFMG, contratado em 1977 para restaurar o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1985, foi pioneiro na defesa dos jardins históricos no Brasil, passando a tratá-los como bens culturais segundo as normas internacionais de preservação. Criador do Programa Jardins Históricos na Fundação Nacional Pró-Memória (1985-1990).

Fernanda Araujo Curi, PhD

Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo e museóloga, Fernanda pesquisou a trajetória do Parque Ibirapuera na tese de doutorado “Ibirapuera, metáfora urbana. O público/privado em São Paulo (1954-2017)”.  Mestre em Museologia pela Reinwardt Academie (Amsterdã, 2009, bolsa NUFFIC). Atuou como Pesquisadora no Arquivo Histórico Wanda Svevo da Fundação Bienal de São Paulo, localizado no Parque Ibirapuera (2011–2018).

James Scavone

Conselheiro do Parque Ibirapuera Conservação, redator publicitário, empreendedor digital, ciclista, corintiano e pai de 2 meninos. James Scanove é um profundo conhecedor e pesquisados dos símbolos do parque, significado das áreas verdes e públicas e da potencialidade do Ibirapuera como transformador da vida das pessoas.

José Antonio Hoyuela, PhD

Conselheiro do Parque Ibirapuera Conservação, doutor e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Valladolid. José Antonio é especialista em Planejamento e Projeto do Espaço Urbano, atuando principalmente com sistemas de informações geográficas, plano diretor, convenção europeia da paisagem, sustentabilidade e planejamento. Estou profundamente o Ibirapuera em 2017. Arquiteto Sênior, desde 1994, conta com a experiência de 20 anos na profissão. Atualmente trabalha como consultor do IPHAN e UNESCO nas Paisagens Cariocas, no Rio de Janeiro, Brasil.

Juliana Gatti Pereira Rodrigues

Conselheira do Parque Ibirapuera Conservação, mestre em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável pela ESCAS – IPÊ. Juliana é pesquisadora na área de qualidade de vida e bem estar por meio do contato com a natureza na Unidade de Pediatria Integrativa do Instituto da Criança e Adolescente do HCFMUSP. Idealizadora do Instituto Árvores Vivas para Conservação e Cultura Ambiental, trabalha a 15 anos com ações de sensibilização e reconexão de crianças e sociedade com a natureza por meio de projetos de cunho cultural, ambiental e saúde. Idealizadora do Passeio Verde, metodologia vivencial de apreciação da natureza, aplicada desde 2007 em todo território nacional para mais de 20 mil pessoas.

Luiz de Campos Jr

Tem formação nas áreas das Ciências da Terra, Educação e Comunicação. Atuou como professor de Geografia, formador de educadores e pesquisador de metodologias didáticas. Trabalha com a temática dos “rios invisíveis” de São Paulo desde 1995, realizando pesquisas, coordenando cursos, oficinas e expedições. Conhece profundamente as questões das águas e bacias no entorno do parque. Em 2010 criou juntamente com o arquiteto José Bueno a iniciativa Rios e Ruas, para promover e inspirar múltiplas experiências para que milhões de pessoas descubram, vejam e queiram nossos rios limpos e livres.

Silvana Serafino Cambiaghi

Graduada pela FAU/USP, mestre em Desenho Universal pela FAU/USP; fundadora da Comissão Permanente de Acessibilidade de São Paulo (CPA), membro do grupo de trabalho da revisão da NBR no 9050 e demais Normas Técnicas de acessibilidade da ABNT. Docente dos cursos de Mestrado em Design da Universidade Estácio de SÁ, em Tecnologia Assistiva da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Ministra palestras no Brasil e no exterior, ganhando em 2000, o prêmio internacional “Horizontes que convergem” conferido pela Universidad de Guanajuato (México). Ganhou o 22º Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira em 2008 com a primeira edição do livro, “Desenho Universal: Métodos e Técnicas para arquitetos e Urbanistas” – editora Senac.

Giuliano Saraceni Issa Cossolin

Presidente da Associação de Moradores da Vila Mariana; Membro do Conselho Gestor do Parque Ibirapuera; Montanhista; Ambientalista; Geólogo e Cirurgião Bucomaxilofacial.

Pedro Abib Cristales

Graduado e licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestre em Ciências, com ênfase em Oceanografia Biológica, pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo – IO/USP, atuou alguns anos com pesquisa, realizando seu sonho de trabalhar com mamíferos marinhos. Após trabalhar na área acadêmica e também com exposições científicas, tomou gosto pelo ensino e resolveu focar na área da educação, sendo atualmente Professor de Ciências e Biologia no Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré. Apaixonado pelo Parque, em 2012 comprou sua primeira câmera, e desde então vêm registrando as espécies de aves que lá habitam. Seu objetivo é mostrar a importância da avifauna local, transformando o olhar e a percepção do público.

 

Viviane Panelli Sarraf, PhD

Pesquisadora Colaboradora do IEB-USP (Instituto de Estudos Brasileiros da USP , São Paulo) /Auxílio Jovem Pesquisadora FAPESP, Pós Doutora em Museologia , Doutora em Comunicação e Semiótica , Mestre em Ciência da Informação, Especialista em Museologia e Graduada em Artes Visuais. É coordenadora do GEPAM – Grupo de Estudo e Pesquisa de Acessibilidade em Museus, Fundadora e Consultora da Empresa Social Museus Acessíveis, Orientadora e Professora do Programa de Pós Graduação Multidisciplinar em Culturas e Identidades Brasileiras do IEB-USP. Foi a criadora e curadora do Centro de Memória Dorina Nowill da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Thobias Furtado

Cofundador do PIC e conselheiro do Parque Ibirapuera por 8 anos, Thobias conhece profundamente as questões de governança do Ibirapuera e de espaços públicos verdes urbanos. É um dos maiores especialistas em gestão de parques urbanos do pais.

 

 

Abaixo, você pode conferir o conteúdo dos encontros à medida que ocorrem.

Aula inaugural dia 08 de agosto de 2019 (quinta-feira, 9h30 Às 12h30)
James Scavone e Carlos Fernando Delphim

Neste primeiro encontro, tivemos o prazer de receber o conselheiro do PIC e redator publicitário James Scavone e o Paisagista Carlos Fernando Delphim, para um bate papo onde memórias e diferentes olhares para a paisagem do Parque Ibirapuera promovem vínculo e afeto com o local, um dos patrimônios mais importantes da cidade de São Paulo.

 

Nosso bate papo começou junto a uma Paineira (Ceiba speciosa) ao lado do
Bosque da Leitura. Ali, nos sentimos acolhidos e inspirados a nos lembrar das memórias
que foram geradas através do nosso contato com o Parque. Muitos de nós temos
memórias das brincadeiras de infância no parque. Todos compartilharam relatos de como o
Ibirapuera permeia nossas lembranças e experiências de vida. Estes resgates
reforçam laços de carinho e afeto, que provocam saudades e anseios de tempos bons em nossas vidas.

 

Vamos caminhar? Esse convite foi aceito instantaneamente pelos
participantes, para experimentar a paisagem do parque através de diferentes olhares. Passos atentos e curiosos primeiro percorreram solo coberto de paina. Dali em diante, acompanhamos Carlos Fernando, apreciamos as espécies de árvores, dialogando sobre o potencial de restauração natural das áreas verdes do parque privilegiando espécies nativas, fortalecendo interações entre diferentes extratos de plantas. Notamos a manutenção pouco ou quase não feita em muitos locais e pouco planejamento para enriquecer a biodiversidade do parque. Também foi observada a floração vermelha exuberante  típica do inverno das suinãs. Uma forma poética e atenta para promover o principio da série de atividades que vão permear os treinamentos gratuitos ao longo do mês de agosto e setembro de 2019.

 

 
Vivência dia 9 de agosto (sexta-feira); especialista: Fernanda Curi.

Como ponto de principal das vivências, na manhã do dia 9 de agosto, nos encontramos mais uma vez no Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera. Fomos recebidos pela Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo e museóloga Fernanda Curi, para uma conversa sobre a trajetória e história do Parque Ibirapuera.  Com mais de meio século de existência, o Parque Ibirapuera foi objeto de pesquisa da tese de doutorado da Fernanda Curi, intitulada: “Ibirapuera, metáfora urbana. O público/privado em São Paulo (1954-2017)”. Com essa expertise adquirida durante os anos de pesquisa, a convidada falou sobre território, limites geográficos, possibilidades de expansão e acesso ao Parque Ibirapuera.

Segundo ela, as dimensões territoriais do parque poderiam se expandir e englobar espaços hoje isolados pela malha viária. O Monumento às Bandeiras, a Praça Cidade de Milão, o espaço de treino do DETRAN e até mesmo o Parque das Bicicletas poderiam ser integrados e compor uma nova área do Parque, que teria dimensões muito maiores. Os equipamentos culturais que estão dentro do Parque também ganharam atenção. Além de mencionar a história de cada equipamento, Fernanda nos chamou a atenção para os possíveis usos futuros com o Parque do Ibirapuera sob uma concessão privada. Um fato preocupante é o uso comercial desses equipamentos, atraindo um número excessivo de visitantes, que ultrapassaria a capacidade estrutural e ambiental do parque.

A vivência contou com a observação e análise de mapas do parque e da região, no clima de um relaxante piquenique sob a sombra das árvores, seguida de uma caminhada em trajetos que levaram o grupo até a cobertura do MAC-USP, o que permitiu uma observação precisa dos impactos já sofridos pelo parque até hoje.

 
Diálogos / Vivência 3, dia 17 de Agosto – sábado, com Thobias Furtado

O Diretor Presidente do Parque Ibirapuera Conservação, Thobias Furtado, foi o convidado especialista da terceira Vivência e Diálogos realizada na programação do ciclo de treinamentos sobre o patrimônio material e imaterial do parque. Os participantes foram convidados a caminhar e observar a complexidade de estruturas e serviços do Parque Ibirapuera e a refletir sobre as melhores estratégias para sua conservação, uso e apropriação pela sociedade civil. 

Durante uma caminhada que contornou todo o perímetro do parque, foram discutidos aspectos para se considerar visando melhorias, espaços a serem repensados para melhor uso do público e melhor conservação do patrimônio.

Essa troca teve como objetivo compreender opções de melhor gestão do Parque e colocá-las em pauta para discussão,  estimulando reflexões entre os frequentadores do Parque e a necessidade de participarem das decisões e propor melhorias contínuas para um espaço que é de todos.

Os participantes encerraram a participação do encontro entusiasmados em agir e disseminar mais dessas informações em suas redes, promovendo maior conexão e responsabilidade de toda sociedade na preservação e manutenção do Parque do Ibirapuera.


A realização deste projeto é feita pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Parque Ibirapuera Conservação, por meio da Lei de Incentivo à Cultura/Secretaria Especial da Cultura/Ministério da Cidadania/Pátria Amada Brasil, Governo Federal.