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A caçadora

A caçadora, de Lélio Coluccini fica entre o Jardim de Esculturas do MAM e o Pavilhão da Bienal. Trata-se de uma figura feminina consideravelmente estilizada, que descansa sobre o dorso de um animal – um cervo –, também delineado nas suas formas geométricas essenciais.

Foto: Largo Dona Ana Rosa com a escultura A caçadora, em uma fotografia de 1953 (fonte: http://hagopgaragem.com/index.html)

Lélio Coluccini, A caçadora (1944), escultura em granito, Parque Ibirapuera. (Fonte: Panoramio, foto de Cesar Grossmann)

Realizada em 1944 a pedido do então prefeito de São Paulo, Francisco Prestes Maia, a escultura foi colocada, originariamente, no Largo Ana Rosa, ao longo da Rua Vergueiro, no bairro de Vila Mariana. Quando, no anos de 1970, o metrô de São Paulo foi construído – e, com ele, a Estação Ana Rosa, que transformou completamente a fisionomia do antigo largo – a escultura foi transferida para o Parque Ibirapuera.

Foto: Largo Dona Ana Rosa com a escultura A caçadora, em uma fotografia de 1953 (fonte: http://hagopgaragem.com/index.html)

Largo Dona Ana Rosa com a escultura A caçadora, em uma fotografia de 1953 (fonte: http://hagopgaragem.com/index.html)

A escultura em granito, que, sem o pedestal, mede 1,50 m de altura, por 2,50 m de comprimento e 0.60 m de largura, se refere à deusa grega Artêmis (Diana para os latinos), irmã gêmea de Apolo. Na epopéia Ilíada, Homero a descreve como “Artêmis do mundo silvestre, senhora dos animais”. Assim como Atena, Artêmis tinha decidido permanecer virgem, o que lhe daria juventude eterna. Era, porém, uma deusa vingativa e, como nos conta Ovídio no seu livro Metamorfoses, era capaz de atos extremamente cruéis. Um deles ocorreu em detrimento do caçador e herói Acteão, o qual, involuntariamente, a surpreendeu nuda enquanto se banhava em uma fonte em companhia das suas ninfas. Furiosa, Artêmide, jogando água no rosto do infeliz, provocou a sua transformação em um cervo. Assim, os cães de Acteão não o reconhecem mais e o atacam e provocam a sua morte.

Trechos do texto de Roberto Carvalho de Magalhaes. Saiba mais e continue lendo sobre esta escultura no post completo: “Mais mitologia no Ibirapuera – e um pouco de Art-Déco